A missão de Kashya
Após serem curadas por Akara e como prêmio por ter limpado a caverna, as duas guerreiras participaram de um ritual secreto, onde fizeram uma espécie de regressão e cada uma, retornou deste rito com mais uma habilidade. Debrave agora podia disparar flexas de gelo, a chamada flexa fria, que se não petrificava o adversário, tornava-o lento e Demarco, a habilidade bloquear ataques inimigos, mesmo quando usando duas garras e atacando. Depois de se desfazerem de todos os espólios conseguidos em batalha, adquiriram novas armas e novas armaduras, porém ainda de couro, só que agora trabalhadas e curtidas, foram ter com Kashya, a comadante das Rogues e ouviram que apesar de Akara ser a líder do acampamento, era ela que ditava todas as regras e comandava suas guerreiras em combate. Apesar de terem se livrado da maioria dos olhares hostis por terem cumprido sua missão, ainda levantavam muitas suspeitas e o olhar crítico de Kashya parecia furar suas armaduras. Usava uma grande capa e os cabelos muito ruivos davam o ar de destaque que tinha entre as Rogues. Falava rápido, alto e conseguia o máximo de suas comandadas com seu tom autoritário, contrastando com Akara que também conseguia tudo com seu tom calmo e melodioso de falar. Kashya continuava: "minhas batedoras acabaram de informar uma abominação no cemitério do monastério. Blood Raven, uma das mais bravas Rogues e minha antiga amiga, foi corrompida pela rainha-demônio Andariel, que não satisfeita em levar-lhes os nossos vivos, estava ressuscitando os nossos mortos, usando-os como zumbis em suas fileiras, através da corrompida Rogue. Se vocês conseguirem matar Blood Raven e dar paz a sua alma torturada, terão provado para mim o seu valor e terão de uma vez por todas acesso livre ao acampamento." Teriam que passar por Flavie e atravessar a ponte para chegar ao cemitério. Desta vez saíram prevenidas com mais poções nos cintos e um livro de portais, para casos de emergência. O amuleto encontrado pela amazona, foi identificado depois de uma noite inteira de pesquisas por Akara, claro que por um preço, como o amuleto da destreza. O portador deste amuleto, teria um ganho na sua agilidade mental e física acima do normal, podendo executar as suas tarefas com muito mais eficiência e com menor esforço. A assassina olhou para ela e era como dizer que o próximo item encantado que encontrassem seria dela. Ao chegarem na ponte a rogue chamada Flavie lá não mais estava. Cruzaram a ponte sobre o rio raso de águas barulhentas e cristalinas. Ao chegarem do outro lado, foi como se tivessem mudado de plano e o ódio de novos inimigos mais poderosos pontilhavam o caminho. De repente foram assaltadas por um bando de mulheres de pele azul, longos cabelos negros e quase nuas, apenas uma fina fita de couro cobria seus sexos, se cruzava na altura do umbigo, subia cobrindo as pontas dos seios, amarrando-se nas costas. Sabres brilhantes estavam em suas mãos. Com a velocidade e loucura que atacavam pareciam determinadas a derrubar qualquer inimigo, porém seu desespero foi logo utilizado como vantagem pelas duas guerreiras. Recuando e atacando continuamente, logo derrubaram todo o grupo que apesar de forte em seus ataques não tinha grandes defesas. Mais a frente outro grupo destas mulheres porém usando longas lanças. Seria um problema maior para a assassina, caso não fosse sua incrível habilidade de esquivas, se colocando no meio das oponentes ficando impossível, por motivos óbvios, que elas a atingissem. Com a confusão formada no meio do bando, a amazona disparava suas flexas abatendo as inimigas. Novo grupo de mulheres desta vez armadas com arco, e Debrave pôde experimentar um pouco do seu próprio remédio. A assassina recebeu algumas flexadas no dorso, mas nada que penetrasse na sua armadura. Por sorte aquelas guerreiras eram muito frágeis e facilmente abatidas. Porém o grupo mais aterrorizante que encontraram estava mais adiante, praticamente guardando as portas do cemitério. Um grupo de Yetis deformados, rugiam de uma maneira estranha e elas tentavam identificar onde estavam suas bocas embaixo de tantos pelos. Atacavam com as mãos dando tapas e as armaduras que usavam não resistiriam a um único golpe, seus imensos corpos deram muito trabalho para as duas, que aprimoravam a cada combate a técnica de distração pela assassina, e ataques pela amazona, que tornando visíveis os pontos fracos dos monstros, e disparando flexas de fogo e frias, somadas a grande agilidade do amuleto e novos itens que usava, derrubava-os muito mais rápido. Deste modo chegaram a entrada do cemitério.
Continua
Escrito por Murillo às 13h48
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