Entra a assassina KarlaDemarco
Um novo dia começara no acampamento. Totalmente refeita como se tivesse acabado de chegar no local, Karla já se preparava para cumprir a sua missão. Já havia visitado os mais importantes moradores com as mercadorias que encontrara e conseguido algumas outras que a ajudariam muito em sua jornada. Um outro arco mais forte, botas, um protetor de tórax e um gorro com uma ponta esquisita em cima, estes objetos de couro protegeriam melhor o seu corpo. Parte rapidamente. Imaginava ser em torno de 0500H daquela manhã nublada, seus pés agora mais rápidos a levaram para o local onde deixara aquele baú intocado. Abatendo eventuais inimigos de uma maneira bem mais rápida, devido a sua pequena evolução como guerreira e aos novos itens que empunhava, foi fácil chegar até lá. Porém, ele já estava cercado novamente por aqueles diabretes avermelhados. Começou a sua sequência de flexadas, derrubando um a um, os quais fugiam e retornavam como antes. Mas alguma coisa era diferente, ela percebia isso, eles não estavam aparentando aquele medo habitual. De repente os corpos no chão, um de cada vez, tremeram e se colocaram de pé e as flexas cravadas em seus corpos eram simplesmente cuspidas. Com risadas estridentes atacavam ferozmente. A cada flexa atirada e a cada demônio abatido, o processo se repetia e o inimigo ressuscitado atacava novamente. Se movimentava velozmente para não ser por eles cercada. Ao fundo entre as árvores percebeu um vulto maior, que se movimentava de um lado para o outro com um grande cajado nas mãos, era idêntico aos menores, exceto pela voz gutural, grande elmo feito de um crânio de alguma criatura e pelo controle que exercia sobre os menores. Ele era o xamã que resuscitava os outros. Demorou tempo demais para perceber isso. Já estava exaurida e havia gasto muitas flexas matando o mesmo inimigo várias vezes. Quando conseguiu encará-lo finalmente, foi alvejada por diversas bolas de fogo, que surgiam magicamente e eram lançadas contra ela a partir do seu cajado. Conseguiu derrubá-lo com um disparo bem colocado no meio da testa, depois os outros que já estavam sem tanta confiança após a perda do seu xamã. Ela mal imaginava que este seria o feiticeiro mais simples que iria encontrar. Caminhou até o baú e ajoelhou-se diante dele. Estava trancado. Muito longe e muito pesado para arrastar. O que havia em seu interior? Sua curiosidade latejava. Olhou ao redor e explorou as redondezas. Nada. Como poderia abri-lo? Foi até um elevado próximo e avistou a entrada de uma espécie de gruta. Súbitamente realizou ser ali a entrada da caverna que buscava. Aproximava-se lentamente e alguma coisa no ar fez com que retesasse o arco, disparando na direção de um tronco oco próximo. Um vulto rolou pelo chão agilmente e parou a sua frente, com duas garras reluzentes cruzadas na altura dos olhos. Um combate feroz foi travado porém perceberam logo que não eram inimigas. Após rápido reconhecimento e acalorada discussão, uma pensava da outra que jamais conseguiriam ser aliadas nesta luta contra o mal. Embora tenham se impressionado mutuamente de uma tal maneira que a admiração entre elas fora espontânea. Parecia que a única coisa que tinham em comum era o primeiro nome. DeMarco até agora não conseguira entender como foi percebida pela amazona, e esta conseguira escapar de seus golpes. Ela que foi treinada nas disciplinas das sombras e das artes marciais no templo de V´jz rei. Era capaz de entrar nos mais variados ambientes, até mesmo mágicos, roubar objetos e matar sem ser percebida. A fama das assassinas era tão grande e folclórica que muitas pessoas acreditavam que elas não existiam, sua capacidade de concentração e o domínio sobre a sua própria mente e corpo eram tais, que elas conseguiam até controlar as batidas do seu coração e os movimentos dos seus pulmões, seus medos e anseios. Por isso eram exímias caçadoras de magos corrompidos pelo mal. Uma guerreira perfeita. Debrave até agora não compreendera, como aquela mulher de pele branquissima e de estatura mediana, conseguira escapar de suas flexas e até pegou uma delas no ar, se movendo tão velozmente e quase desaparecendo, no meio da floresta camuflando-se. KarlaDemarco foi mandada por Akara. Chegou ali pelos mesmos motivos de Karla e foi informada por ela da presença tão distinta da amazona. Não queriam se aliar a ninguém e apesar de todas as diferenças, elas acabariam concordando em viajar juntas. Graças a sabedoria da velha sacerdotisa.
Continua...
Escrito por Murillo às 12h53
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Poesia rápida
Essa noite sonhei que te beijava
Tantos contos entre encontros esqueci a tua voz
Na minha praia aquela areia nunca mais toquei os pés
Na imensidão daquele mar minha vontade se desfez
Esta noite eu sonhei que te beijava
Foi tão rápido e rasteiro
Belo e verdadeiro
Tão real
E sua frugalidade eternamente me marcou
Esta noite eu sonhei que caminhava infinito e casual
Minhas pernas sobre o céu
Minha cabeça roça o véu
Do teu ventre
Esta noite eu sonhei que te embalava
Minhas costas contra o chão
Teus cabelos com as mãos
O teu peso oscilante eu segurava
O quanto canto tranquilo meus murros contra o destino
Da chuva enrolo os pingos nos meus olhos vazios
Mais fina minha lembrança melhor a dor me alcança
Eu fujo de tudo de novo arrolho meu ser num calabouço sem fim
Escrito por Murillo às 18h47
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