O recompor das cinzas
Respiração controlada. Pulso normal. Pressão arterial normal. Chamas em ordem. Pronto para decolar.
O último canto da Fênix
Recolhido ao seu ninho após travada sua batalha
Recorda-se dos momentos de luz e trevas recortadas
Qual graça tem o mar que toca meus calcanhares ?
Qual graça tem o vento que leva minhas lágrimas semeando outros canteiros ?
E o céu menos azul refletindo a saudade dos meus olhos ?
Do barulho das águas nas pedras doces do riacho
Que me embalavam ?
Este é o último vôo da Fênix
Vai morrer como o ocaso e o broto de orvalho ao deitar-se no mar
Vai seu fogo se apagar e nunca mais lembrar
No seu íntimo vislumbrou a ascensão da paixão
E no seu íntimo quiz detê-la... em vão
E se partiu...
Sonhei com você por toda a noite
Em lugares com um fundo diferente e em outra época
Época em que você era só minha...
Quando olho para você eu só vejo poesia
Que traduzo em versos loucos desejando o fim do dia
Impressionante como você me diz tanta coisa sem abrir a boca
Mergulhando no infinito profundo dos seus olhos tento encontrar essa luz
E retornando como um tolo
Bruxa... Feiticeira... Sereia...
Enfeitiçou minha ilusão
Enfeitiçou minhas chamas
Encantou-me com a sua música sussurrada e me levou para o fundo de outro lar
Gueixa
Madeixa
Me deixa
Que dor lascinante...
Este é o renascer de uma fênix
Nuca é derrotado
Sequer abalado
Na mão direita traz um trigre e na esquerda um dragão
E nesta tríade se alimenta e tudo reordena
Inconsciente de si mesmo
Renasce da proibida paixão
TMM
Força e paz!
Escrito por Murillo às 12h58
[]
[envie esta mensagem]
|