Será que ainda me lembro como se escreve e para onde vai essa história? Ufffaaaa!! Última mensagem em 27/11/2004.

 Escrito por Murillo às 14h35
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Tristan

Tristan, a antiga vila que abrigava as Rogues, os velhos curandeiros, o grande ferreiro e o último dos Horadrim conhecido como Deckard Cain. Uma vila tão pacata, com o menino Tommy, o garoto de perna de madeira, aprontando suas peripécias. Muitas histórias e tradições eram mantidas entre aquelas velhas casas. Neste lugar de mistérios, passagens secretas e túneis subterrâneos, surgiu pela primeira vez os boatos sobre uma criatura terrível, andando as espreitas na névoa e observando. O desaparecimento do filho do rei, em um destes túneis, provavelmente raptado por esta criatura, havia trazido milhares de guerreiros a Tristan, quebrando a sua rotina costumeira. Muitos lucraram com esta mudança e começavam a ver na guerra alguns benefícios. Comerciantes de armas e ojetos mágicos, feiticeiros e ferreiros tinham muito trabalho nestes tempos. Exceto as mães que choravam escondidas as mortes de seus primogênitos, percebiam o mal que se aproximava sorrateiramente. Tudo isso era sua influência. Diablo, o lorde do terror. Mesmo quando aquele destemido guerreiro, desceu por todos os labirintos, descobrindo seus tesouros escondidos, destruindo todas aquelas criaturas, encarando frente a frente, um dos demônios primários e depois de uma tremenda luta saindo vitorioso, arrancando a pedra vermelha cristalina da testa da criatura, assistindo boquiaberto a sua transformação no filho desaparecido do rei, libertando Tristan daquele terrível mal, ela nunca mais foi a mesma. O guerreiro vitorioso, após examinar a pedra durante horas, só conseguiu encravá-la na própria testa, incapaz de compreender a sua magia. Depois desse dia, acordava várias vezes durante a noite e a sua tenacidade e força esmoreciam visivelmente. Mesmo assim, passaram-se vários anos até que sumisse repentinamente em uma noite de lua minguante, e aquelas criaturas começassem a vagar novamente na névoa do cemitério. Tudo aquilo fora préviamente calculado. Imaginado e planejado. Talvez por séculos. Uma grande horda invadiu a vila destruindo tudo em seu caminho, matando e queimando. O garoto Tommy tombou rapidamente. Chegou a lucrar também com a guerra, ganhando ouro dos guerreiros após indicar uma passagem onde eles encontrariam uma lendária armadura. O velho ferreiro foi corrompido e vagava pelas construçoes em ruínas em lamentos loucos. Os feiticeiros pendurados de cabeça para baixo definhavam. Não haviam mais poções. Sem crianças brincando. Deckard Cain em uma jaula suspensa no que restou da praça principal. Diabretes dançavam embaixo dele, espicaçando-o de vez em quando. Até que... uma flexa tensionada em seu arco, percorreu seu letal caminho zunindo ao roçar no ar, espatifando o crânio do pobre diabo. Uma chuva de flexas caiu espalhando fogo e gelo. Demarco cortando a corda que prendia a jaula, salvando o velho homem que só teve tempo de dizer, obrigado forasteira, entrando rapidamente no portal aberto por ela. O grande ferreiro crivado de flexas recebia o golpe final das garras da assassina. Corpos de vacas apodreciam pelo chão. Corpos humanos. Do corpo do menino Tommy tiraram o ouro e a sua perna de madeira, como um souvenir. Não restava mais nada. Pensavam que nunca mais ninguém ali habitaria. A própria terra estava enegrecida. Amaldiçoada. Ele a havia profanado. Diablo.   

 Escrito por Murillo às 21h57
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O velho Deckard Cain

Já perderam a conta de quantos covis haviam penetrado, quantos inimigos haviam destruido, quão longínquo estavam do acampamento das Rogues, quantos objetos mágicos haviam encontrado e quanto ouro haviam acumulado; quanto mais andavam e lutavam, mais hordas apareciam tornando suas aventuras mais perigosas e cansativas. Precisavam de mais alguma coisa, de alguma ajuda para que sua jornada fosse mais rápida e efetiva, pois elas precisavam alcançar Diablo, antes que ele se encontra-se com seu irmão Mephisto, e libertasse do seu túmulo seu terceiro irmão Baal. Continuando seu caminho, aproximaram-se de algumas rochas cilindricas arrumadas em círculo, que emanavam uma energia incrível. Ao tocarem nas pedras, que lembravam pela sua formação alguma espécie de monumento, sentiam uma vibração que fazia seus corpos tremerem. As pedras Cairn. Disse Flavie. São um portal para outra dimensão. Somente Akara poderia lhes ensinar como ativá-las. Decidiram voltar assim que possível para o acampamento e lá chegando foram direto ter com a sacerdotisa. Eu recebi uma mensagem através de uma visão, dizia ela, que a vila de Tristan, local onde o lorde do terror aparecera pela primeira vez, ardia em chamas e que o velho sábio Deckard, corria grande perigo. O portal que vocês desejam abrir leva direto para lá, porém eu só posso lhes dizer a ordem correta que as pedras devem ser tocadas, depois que vocês me trouxerem um antigo feitiço, guardado em um pergaminho no oco de uma antiga árvore, em uma terra bem além de onde vocês andavam. Vão direto agora e tragam-me o pergaminho. Sem demoras partiram mais uma vez, claro que após abastecerem-se com poções de energia vital, mana e antídotos. Muitas trilhas e atalhos perigosos tomaram, como sempre enfrentando muitos perigos. Enfim, tiveram que cruzar a passagem subterrânea,  para alcançar o outro lado das montanhas. Muitos e muitos inimigos, porém o pior deles estava guardando a antiga árvore. Uma besta gigante com a pele enrigecida por feitiços, urrava e seus passos faziam o chão tremer sob seus pés. O maior problema é que ela também havia sido enfeitiçada com a magia da velocidade. Apenas um golpe poderia matar uma delas. Pulando e esquivando-se o mais rápido possível, Debrave havia alcançado o topo de uma árvore e almejava o centro dos olhos da criatura. O quê provou não ser uma boa idéia, pois a besta derrubou a árvore com um tapa. Pulou rapidamente para outra enquanto Flavie incendiava as pernas do monstro que urrava e continuava a golpear, Debrave começou a disparar flexas de gelo, para diminuir a sua velocidade e Demarco movendo-se rapidamente em círculos em torno dela, cortava insistentemente as suas pernas. Afinal o monstro explodiu em chamas e ossos e carne espalharam-se na pequena floresta. Colocando a mão dentro da árvore retiraram o pergaminho e sem perda de tempo abriram um portal para o acampamento. Após a tradução das runas gravadas no papel Akara disse: Vão para as pedras e toquem-nas na ordem descrita no pergaminho. Temo que não haja mais tempo para salvar o último dos Horadrim. Sem a sua ajuda a missão de vocês será bem mais complicada, pois ele conhece muito das antigas tradições e seus conhecimentos serão indispensáveis.

Continua...



 Escrito por Murillo às 20h47
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A recompensa

Reunidas estavam então na cabana de Akara, Debrave, Demarco, a própria e Kashya. Animadamente falavam do confronto com Blood Raven, e concluíram que não haviam vitoriosos naquela batalha, pois apenas haviam caído realmente, guerreiros que antes lutavam pela luz. Eram consideradas em todo o acampamento, neste momento, como valorosas guerreiras e todas as portas sem restrições, estavam para elas abertas. Akara e Kashya entreolhavam-se em alguns momentos, deixando perceber que estavam tramando alguma coisa, o que deixava as duas um pouco apreensivas. Como as anfitriãs já não podiam mais esconder o mistério, bateram palmas e uma altiva rogue entrou na cabana. Seus cabelos muito negros presos, formando um grade rabo de cavalo, suas roupas de couro trançado, botas até a altura dos joelhos, olhar firme e decidido de uma guerreira que sabe que vai encontrar a morte. Flavie. Agora muito mais embasbacadas que apreensivas, olharam para a rogue e suas expressões diziam: Pensávamos que estivesse morta! E ela estaria mesmo, se os cuidados de Akara não a tivessem alcançado e feito retornar, no início da estrada dos mortos onde estava, após ter sido emboscada por vários diabretes. Como recompensa por ter vencido Blood Raven, agora a rogue conhecida como Flavie, as acompanharia em sua jornada, para a sua enorme felicidade. Flavie vivia naquele mundo mágico há muito tempo e seria de grande ajuda nesta viagem. Na verdade era uma caçada ao Lorde do Terror. Saíram várias vezes em incursões rápidas para treinar a nova formação, sendo agora duas arqueiras e uma assassina. Flavie era especialista em flechas de fogo, dominando a flexa imolada. Esta flecha de fogo simpleste explodia, ao contato com o primeiro oponente, formando uma fogueira e inflingindo sérios danos aos outros próximos, sendo ideal para ambientes fechados, como as freqüentes cavernas que invadiam, atrás de tesouros e objetos mágicos, que poderiam utilizar. Debrave dedicou-se somente então as flechas frias. Economizando tempo e mana. Já dominava a técnica da flecha encantada, superior a flexa fria. Esta flechada paralisava o adversário por um tempo maior. Porém a sua ambição era dominar a técnica da flecha congelante. Esta flecha funcionava como a de fogo imolada, quando tocava o primeiro oponente, explodia e criava uma névoa, todos os oponentes tocados pela névoa eram congelados até os ossos. Assim revezavam flechadas de fogo e gelo aumentando o poder ataque em dobro. Demarco a esta altura, já havia alcançado um controle mental tão grande, com suas técnicas marciais, e também com a ajuda de alguns objetos mágicos, que conseguia caminhar sobre o fogo e o gelo, sem sofrer nenhum dano. Perfeitas.

 

Continua...



 Escrito por Murillo às 13h21
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Blood Raven

Congeladas ficavam a medida que se aproximavam daqueles grandes portões enferrujados pelo tempo e pelos espectros e forças invisíveis que ali vagavam. Uma neblina rasteira cobria tudo silenciosamente e o gemido peculiar anunciava o que vinha a frente. Todo o cemitério era rodeado por grades de ferro, com excessão do portão principal e mais um ou dois pontos, onde a natureza do lugar conseguiu corroer com sua erosão incansável. Foram circulando e observando as formas que vagavam balançando seus corpos preguiçosamente. Eles sempre demoravam muito para perceber o movimento ao seu redor, menos ela. Bem alta, com um capacete prateado que cobria toda a sua face e deixava apenas os olhos visíveis, tinha a parte da frente alongada como o rosto de um lobo, terminando em cima com dois chifres enrolados como o de carneiros das montanhas. Botas até a altura dos joelhos, ombreiras de metal com pontas afiadas, um belo tórax somente guardado por uma peça de couro à maneira das rogues. Um grande arco nas mãos com uma flexa fumegando na ponta. Com uma voz rouca gritara: venham se juntar ao meu exército irmãs. Neste momento todos os zumbis partiram na direção das duas, chocando-se com as grades. Uma verdadeira multidão batendo-se e lamentando-se com os braços estendidos em sua direção. Eles se batiam e se empurravam e alguns começavam a atravessar as aberturas. Eram abatidos rapidamente pois vinham pela abertura em poucos números, porém eram infinitos e para cada um abatido, Blood Raven aproximava-se de um túmulo e com um gesto ritual do arco, levantava-se um novo zumbi. Ela ainda atirava flexas de fogo contra as duas, tornando aquela situação cada vez mais perigosa. O único objetivo das duas era derrubar a fonte criadora dos zumbis, o que não seria nada fácil com aquela multidão de corpos na frente. Movimentavam-se rapidamente em todas as direções e não tardaram a perceber que a estratégia de atrair pela assassina e atirar da amazona não seria eficiente. Teriam que se separar. Debrave se expos totalmente, distraindo os zumbis e deixando o caminho livre para Demarco que contornou as grandes grades, tão veloz e silenciosa, chegando ao outro lado do cemitério em segundos. Moveu-se rapidamente entre as lápides até chegar na antiga árvore seca no centro do local, de onde pendiam pelos pescoços várias rogues. Neste momento pôde vê-la aproximando-se de mais um túmulo e praticando o seu ritual de invocação de um novo zumbi, enquanto a amazona gritava do outro lado. Em um piscar de olhos num duplo ataque de garras, penetrou profundamente as costas de Blood Raven, logo depois torcendo-as. Em um espasmo violento e com um grito que ecoou pelo cemitério seu corpo foi ao chão, desprendendo raios mágicos em todas as direções. A amazona que estava cercada e disparava flexas o mais rápido que conseguia, já tinha um zumbi agarrado a uma de suas pernas, escutara o grito e vira os raios vindo em sua direção que ao tocarem nos zumbis tiravam as suas vidas, caindo pesadamente e exalando o odor caracteristico de carne apodrecendo. Do corpo que tremia no chão, de repente surgiu um vulto branco, que com um último espasmo, subiu e se desfez em direção aos céus. Descanse em paz irmã. Exclamaram juntas. Ao chegarem no acampamento, ouviram Kashya dizer que não acreditava que as duas tinham conseguido vencer Blood Raven, porém agradeceu por elas terem dado descanso a sual alma torturada, dissipando então todas as dúvidas restantes que ainda podiam existir sobre a dupla. Teriam uma excelente recompensa como veremos adiante.

Continua...   



 Escrito por Murillo às 10h31
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A missão de Kashya

Após serem curadas por Akara e como prêmio por ter limpado a caverna, as duas guerreiras participaram de um ritual secreto, onde fizeram uma espécie de regressão e cada uma, retornou deste rito com mais uma habilidade. Debrave agora podia disparar flexas de gelo, a chamada flexa fria, que se não petrificava o adversário, tornava-o lento e Demarco, a habilidade bloquear ataques inimigos, mesmo quando usando duas garras e atacando. Depois de se desfazerem de todos os espólios conseguidos em batalha, adquiriram novas armas e novas armaduras, porém ainda de couro, só que agora trabalhadas e curtidas, foram ter com Kashya, a comadante das Rogues e ouviram que apesar de Akara ser a líder do acampamento, era ela que ditava todas as regras e comandava suas guerreiras em combate. Apesar de terem se livrado da maioria dos olhares hostis por terem cumprido sua missão, ainda levantavam muitas suspeitas e o olhar crítico de Kashya parecia furar suas armaduras. Usava uma grande capa e os cabelos muito ruivos davam o ar de destaque que tinha entre as Rogues. Falava rápido, alto e conseguia o máximo de suas comandadas com seu tom autoritário, contrastando com Akara que também conseguia tudo com seu tom calmo e melodioso de falar. Kashya continuava: "minhas batedoras acabaram de informar uma abominação no cemitério do monastério. Blood Raven, uma das mais bravas Rogues e minha antiga amiga, foi corrompida pela rainha-demônio Andariel, que não satisfeita em levar-lhes os nossos vivos, estava ressuscitando os nossos mortos, usando-os como zumbis em suas fileiras, através da corrompida Rogue. Se vocês conseguirem matar Blood Raven e dar paz a sua alma torturada, terão provado para mim o seu valor e terão de uma vez por todas acesso livre ao acampamento." Teriam que passar por Flavie e atravessar a ponte para chegar ao cemitério. Desta vez saíram prevenidas com mais poções nos cintos e um livro de portais, para casos de emergência. O amuleto encontrado pela amazona, foi identificado depois de uma noite inteira de pesquisas por Akara, claro que por um preço, como o amuleto da destreza. O portador deste amuleto, teria um ganho na sua agilidade mental e física acima do normal, podendo executar as suas tarefas com muito mais eficiência e com menor esforço. A assassina olhou para ela e era como dizer que o próximo item encantado que encontrassem seria dela. Ao chegarem na ponte a rogue chamada Flavie lá não mais estava. Cruzaram a ponte sobre o rio raso de águas barulhentas e cristalinas. Ao chegarem do outro lado, foi como se tivessem mudado de plano e o ódio de novos inimigos mais poderosos pontilhavam o caminho. De repente foram assaltadas por um bando de mulheres de pele azul, longos cabelos negros e quase nuas, apenas uma fina fita de couro cobria seus sexos, se cruzava na altura do umbigo, subia cobrindo as pontas dos seios, amarrando-se nas costas. Sabres brilhantes estavam em suas mãos. Com a velocidade e loucura que atacavam pareciam determinadas a derrubar qualquer inimigo, porém seu desespero foi logo utilizado como vantagem pelas duas guerreiras. Recuando e atacando continuamente, logo derrubaram todo o grupo que apesar de forte em seus ataques não tinha grandes defesas. Mais a frente outro grupo destas mulheres porém usando longas lanças. Seria um problema maior para a assassina, caso não fosse sua incrível habilidade de esquivas, se colocando no meio das oponentes ficando impossível, por motivos óbvios, que elas a atingissem. Com a confusão formada no meio do bando, a amazona disparava suas flexas abatendo as inimigas. Novo grupo de mulheres desta vez armadas com arco, e Debrave pôde experimentar um pouco do seu próprio remédio. A assassina recebeu algumas flexadas no dorso, mas nada que penetrasse na sua armadura. Por sorte aquelas guerreiras eram muito frágeis e facilmente abatidas. Porém o grupo mais aterrorizante que encontraram estava mais adiante, praticamente guardando as portas do cemitério. Um grupo de Yetis deformados, rugiam de uma maneira estranha e elas tentavam identificar onde estavam suas bocas embaixo de tantos pelos. Atacavam com as mãos dando tapas e as armaduras que usavam não resistiriam a um único golpe, seus imensos corpos deram muito trabalho para as duas, que aprimoravam a cada combate a técnica de distração pela assassina, e ataques pela amazona, que tornando visíveis os pontos fracos dos monstros, e disparando flexas de fogo e frias, somadas a grande agilidade do amuleto e novos itens que usava, derrubava-os muito mais rápido. Deste modo chegaram a entrada do cemitério.

Continua 



 Escrito por Murillo às 13h48
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Família Debrave

Somos nós turma!



 Escrito por Murillo às 20h42
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O último zumbi

Inimigos brilhando na escuridão. Seus pontos vitais expostos. Magia. Simplesmente. Flexas de fogo e garras se revezavam em ataques avassaladores. A assassina também percebera um certo encantamento nos seus golpes. A cada golpe com ataque efetivo, girava ao seu redor um tipo de energia, como se fosse um pequeno cometa, em forma e coloração do fogo, ao chegar no limite de três círculos, uma grande força parecia subir do chão até as pontas de suas garras e com uma concentração energética final, o seu quarto golpe era bem mais forte explodindo os corpos de seus inimigos. Porém, após usarem estas magias repetidamente, um certo cansaço mental parecia dominá-las e aos poucos seus feitiços enfraqueciam-se. Gastavam grandes doses de energias derrubando muitas vezes oponentes já feridos e fracos, e quando atacavam os mais fortes como aquele zumbi amaldiçoado, seus ataques já não eram tão efetivos. Não tardaram a descobrir uma nova estratégia de ataque, embora aquela altura qualquer tempo perdido poderia representar suas vidas, a assassina passou a calcular os seus ataques, visando o inimigo o qual ela queria infligir o maior dano, seguia golpeando os mais fracos e quando alcançava concentração final, desferia o quarto golpe no oponente mais perigoso, como aquele zumbi encantado, ataque este que era sempre seguido por uma flexada de fogo. Desta maneira seus ataques eram bem mais efetivos. Continuaram neste ritmo até restar aquele com a aura pútrida e estonteante, aproximando-se vagarosamente. Tentativa de fazê-lo brilhar não funcionava, pois todo o seu corpo brilhava e as flexas disparadas surtiam o mesmo efeito onde quer que tocassem, além do quê o tempo que ele ficava enfeitiçado era ínfimo. Concentração de golpes era ineficaz, pois não conseguia ficar perto dele para desferir mais de um golpe, sem tornar-se lenta e ficar sem forças. A amazona percebeu que este combate teria que ser vencido por suas flexas. A estratégia era simples. A assassina movendo-se velozmente atraindo o zumbi para si e a amazona disparando flexas, hora normais hora encantadas, porém o zumbi muitas vezes insistia em ir na direção das flexas, e a assassina tinha que se arriscar e entrar no seu raio de ação, ficando cada vez mais lenta. Demarco já utilizava outros objetos que encontrava no solo, tais como pedras, restos de espadas e lanças, de outros guerreiros que ali se aventuraram, de um modo que o zumbi estava crivado de flexas, adagas e redes. Continuaram seus ataques e até que numa flexada final na nuca do inimigo atingiu o seu crânio e o resto do seu corpo explodiu, arremessando ossos e uma nuvem verde que imediatamente as contaminou. Do meio de seus despojos pulou uma pedra verde brilhante presa por um cordão de prata que veio parar nas mãos da amazona. Não sabia o que siginificava aquelas inscrições naquela peça de metal que emoldura a pedra. Guardou-a no bolso. Após rápida verificação da última sala da caverna e de recolher todos os objetos valiosos que encontraram, perceberam que raios da luz do sol atravessavam o seu teto e que agora era tudo mais claro. Puderam encontrar muitos outros tesouros, porém para seu desespero viram também que as duas estavam esverdeadas, e enquanto observavam-se seus olhos iam se encovando, seu corpo se curvando e a pele se enrugando. Rápidas percorriam o caminho de volta. Ao sair daquele pesadelo, advinharam como eram criados aqueles zumbis amaldiçoados. Bravos guerreiros ao partirem para suas batalhas para salvar suas terras, caíam nas maldições e feitiços de perigosos magos, perdiam suas vontades e corpos, apodrecendo-se e cada vez tornando-se mais uma ferramenta do mal. Quanto mais forte era o guerreiro que sucumbia, mais forte nascia o zumbi. As duas arrastando-se, caminhavam dolorosamente e tão desnorteadas que estavam, tomaram uma curva diferente no caminho e chegaram numa ponte guardada apenas por uma Rogue solitária. Seu nome era Flavie. Como ela ficava ali sozinha e resistindo a toda aquela loucura daquele reino, era uma dúvida para as duas. Ela tinha nos olhos um vazio branco de quem tem a morte ao seu lado, e mesmo assim um brilho em torno de si, que mostrava uma imensa coragem e a alma de uma valorosa guerreira. Ainda ouviram desaforos de como poderiam sair em caçada sem um portal e poções, que estavam amaldiçoadas por um bafo espectral e se não fossem ter com um curandeiro experiente como Akara, com certeza morreriam. Imediatamente a Rogue, tirou do cinto um pergaminho azul e o desenrolou. Ao fazer isso com ruído metálico abriu-se um túnel azul diante delas e então elas se petrificaram. Mais desaforos e a explicação de que aquele portal as levaria à cidade segura mais próxima. Caíram aos pés de Akara pensando na Rogue e nos corpos de todas que haviam encontrado pelo caminho, inclusive dentro da própria caverna. Sentiram raiva e vergonha de si mesmas e uma vontade crescente de vingar as suas amigas mortas em combate.

Continua....



 Escrito por Murillo às 22h35
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Mana

Prosseguindo seu caminho cautelosamente, pareciam estar chegando ao seu destino final, nesta caverna pelo menos. O ar cada vez mais fétido e pesado tornava o caminho mais doloroso, esmagavam com os pés ao passar todo tipo de aracnídeos, lesmas e ratos. Na última galeria da gruta estava o quê não queriam encontrar: zumbis. Fatigadas por todo esforço do caminho, Debrave já quase sem flexas e Demarco quase sem armadilhas, se viram cercadas por pútridas criaturas que jogavam seus corpos deformados contra elas. A armadura de navalhas da assassina já se fora e a amazona também não conseguia disparar flexas de fogo. Neste ponto da batalha o combate já era corpo a corpo, com a vantagem numérica dos zumbis. Conseguiram divisar no fundo da caverna um novo zumbi, de cor esverdeada com uma aura estranha e à medida que se aproximava delas, aquela cor morta parecia possuí-las e sugar suas vontades. O único pensamento que tinham em mente: afastarem-se dele. Cambaleantes reuniram todas as forças que restaram em seus corpos e correram a procura de luz, com aquele ranço com seus tentáculos segurando-as. Situação lastimosa. Até viram-se agradecendo por ter uma a outra e aceitando a morte certa. Afastando-se tenazmente, encontraram a rota de fuga bloqueada por diabretes sobreviventes, que haviam se escondido em algumas fendas nas paredes. Desespero. Karladebrave rugiu e foi na direção daqueles pequenos demônios, pois o que vinha atrás era bem pior, e foi apedrejada. De repente se viu vagando nas suas terras, naqueles verdejantes campos e densas florestas, seus imponentes palácios e da força de suas bravas mulheres. Os homens tinham papel secundário naquela ilha-continente. Burocráticos, matemáticos, sem sensibilidade e sem coragem para a guerra. No seu sonho corria por um longo corredor formado por colunas colossais, sobre elas uma cúpula desenhada com batalhas antigas. KarladeMarte, sua antepassada mais distante, nela aparecia. Seu vulto subitamente saiu da imensa gravura e parecia ter um pequeno pote com um líquido azul nas mãos. Karlademarco esfregou as garras uma na outra com um barulho bem característico. Correu ao lado da amazona e também viajou em outra trama. No interior do seu templo, no exercício final de seu treinamento, uma imensa sala totalmente escura, em pé sobre um precipício, percebia a sua frente colunas se movimentando, deveria andar sobre elas, porém só cabia um pé de cada vez, acima uma espécie de alças também se movimentando. Até onde podia ver, a sincronização entre coluna e alça era perfeita. Do fundo sentia um leve odor de enxofre e uma quentura. Poderia jurar que aquele fundo guardava a entrada para o próprio santuário do caos. Tinha apenas uma dúvida em mente: as alças ou as colunas ficariam na posição para que ela fosse e voltasse mais de uma vez? Seus instintos diziam que não. Teria que planejar um caminho que era bem tortuoso e que a levasse de uma só vez até o outro lado. Fechou os olhos e atravessou. Ao chegar do outro lado uma imponente figura a espera com um pote azul nas mãos. Na caverna um grito ecoou uníssono: MANA! Debrave tinha dois potes no cinto. A energia espiritual que lhes faltava. Jogou uma para assassina e também uma poção vermelha regeneradora. O que se viu depois foi uma luta tremenda. Renovadas pelos seus insights e pelas poções, Debrave levantou o arco para o teto e uma nuvem brilhante se formou. Imediatamente seus oponentes começaram a brilhar justamente nos pontos onde ela sabia que deveriam ser atingidos, porém a assassina também podia vê-los.

continua...  



 Escrito por Murillo às 10h44
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Entrando na escuridão

Dois vultos na entrada de uma caverna, banhados por uma fina chuva e pela luz do luar que ainda insistia em atravessar alguns buracos entre as nuvens. Pareciam fazer parte do próprio ambiente. A respiração, a união, a comunhão com a natureza, eram a marca destas duas aventureiras. Olhavam fixamente a entrada da caverna. Parecia levar para outro mundo, outra dimensão. Entreolharam-se. Pensaram juntas e exclamaram: O baú! Foram até ele. Debrave atônita ainda perguntava como ela sabia do baú. Mais discussões. Chegaram até a grande caixa e Demarco já sabia de toda a história. Um baú trancado não era nada para as suas habilidades. Não existem portas trancadas para uma assassina gabava-se. Após examiná-lo rapidamente, deu um leve golpe sobre a tampa que abriu impulsionada para cima por uma mola e um barulho estranho. Abaixe-se, gritou alucinadamente! Um feixe de punhais partiu formando um círculo e chegou a tocar cortando algumas partes de seus corpos. Especialista em trancas vociferava Karladebrave. Demarco sentada se lamentava. No interior do baú. Nada. Espantosa obra traiçoeira. Voltaram para a entrada do covil escuro. Não restava mais nada a fazer, a não ser nele submergir. Não sabem quantos dias passaram dentro daquela caverna. Perderam a noção do tempo. O ambiente para a assassina era perfeito. Escuridão completa. Ar pesado. Chão lodoso. Morcegos iam e vinham insistentemente. Ratos. Serpentes. Estes seres para elas eram inócuos e não representavam perigo. A amazona aos poucos se acostumava com o lugar, pois a capacidade de adaptação era uma de suas características mais marcantes. Demarco guiava o caminho plantando armadilhas de todas as espécies e Karla alvejava seus inimigos e tomava o cuidado para recuperar as suas flexas. Em um momento de desespero máximo Debrave teve um outro insight e sonhava acordada que recebia das mãos de um Deus da sua ilha a flexa de fogo dos seus antepassados. Numa reunião mística com o ar e o fogo conseguiu trazer as partículas do éter num foco, concentrando-as e incandescendo uma flexa que ao ser disparada, explodiu em chamas no crânio de um xamã, causando tanto horror aos diabretes que a cercavam que correram loucamente, tornando-se vitímas fáceis para a assassina e suas garras. Aos poucos aprendiam a trabalhar em equipe. Demarco chegou a um tal ponto de concentração que as suas energias mentais se solidificaram, tomando a forma de navalhas, começando a circular em torno de seu corpo. Pobres daqueles tolos o bastante para se aproximar dela. Aprofundavam-se cada vez mais no interior daqueles túneis e os inimigos tornavam-se cada vez mais fortes, violentos e perigosos. Iam usando seus poderes recentemente adquiridos e o estrago que faziam era considerável, porém aos poucos eles foram se enfraquecendo. O cansaço, a fadiga, a falta de alimentos já estavam sendo sentidos pelas duas acentuadamente. Teriam forças para exterminar todos os inimigos e retornar?      



 Escrito por Murillo às 18h10
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